Capítulo 147 — Eu te levo...

Lorenzo Narrando…

Acordei com a sensação estranha de que algo estava fora do lugar antes mesmo de abrir os olhos. Não foi um ruído, nem a luz insistente da manhã atravessando as cortinas. Foi a ausência. Aquela percepção silenciosa, quase instintiva, que o corpo reconhece antes da mente: o espaço ao lado estava frio demais, vazio demais.

Abri os olhos devagar. O quarto ainda guardava vestígios da noite — o ar carregado de intimidade, o lençol amassado, o travesseiro deslocado. Virei o rosto para o lado onde Helena deveria estar e encontrei apenas o branco impessoal da cama. Nenhum sinal dela. Nenhuma respiração contida, nenhum movimento mínimo.

Fiquei alguns segundos imóvel, tentando racionalizar. Talvez estivesse no banheiro. Talvez tivesse acordado antes e descido para o café. Hipóteses frágeis, todas. Eu sabia. O silêncio tinha um peso específico, e aquele peso era de fuga.

Sentei na cama, apoiando os pés no chão frio. O quarto parecia maior sem ela, mais austero, quase hostil. A m
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