Isabel não estava nervosa — repetiu isso para si mesma ao menos três vezes enquanto observava Dante ajustar o nó da gravata no espelho do hall do restaurante. Ainda assim, seus dedos brincavam com a alça da bolsa, denunciando a tensão silenciosa. Conhecer os amigos dele parecia simples na teoria, mas na prática carregava um peso diferente. Eles não eram apenas amigos. Eram testemunhas da vida que Dante construíra antes dela… e, talvez, depois.
— Se quiser ir embora a qualquer momento, é só me dizer — Dante falou, girando-se para encará-la. O tom era calmo, atento. — Não existe obrigação nenhuma aqui.
Isabel ergueu o olhar. Ele estava bonito de um jeito despretensioso, camisa clara, mangas dobradas, aquele ar de homem seguro que ainda assim parecia se preocupar genuinamente com o conforto dela.
— Eu quero ir — respondeu. — Só… não estou acostumada a esse mundo.
— Nem eu, às vezes — ele sorriu de leve. — Enzo e Ricardo são parte da mi