O escritório estava silencioso demais para um fim de tarde. As janelas de vidro deixavam a cidade dourada pelo pôr do sol, mas Dante não parecia notar. Estava recostado na cadeira, dedos entrelaçados atrás da cabeça, olhando para um ponto indefinido no teto. Enzo, sentado à frente da mesa, observava em silêncio há tempo suficiente para saber que aquela não era apenas mais uma conversa de negócios.
— Você vai continuar fingindo que isso é só cansaço… ou vai falar logo? — E