O consultório ficou para trás com a porta se fechando suavemente, como se encerrasse mais do que uma consulta. Isabel caminhava devagar pelo corredor, sentindo o alívio se espalhar pelo corpo em ondas discretas. O exame fora rápido, objetivo, mas o suficiente para tranquilizá-la.
A bebê estava saudável. Crescendo conforme o esperado. O coração forte, o desenvolvimento perfeito para quase sete meses.
Ela sorriu sozinha ao pensar nisso.
Dante acompanhava seu passo sem pressa, atento a cada movimento, como se tivesse medo de que o chão pudesse ceder sob os pés dela. Quando chegaram à saída da clínica, ele abriu a porta de vidro e esperou que Isabel passasse primeiro.
— Quer sentar um pouco antes de ir? — perguntou. — Tem um café ali na esquina. É tranquilo.
Isabel assentiu. Ainda sentia o corpo tenso demais para simplesmente ir embora.
O lugar era discreto, silencioso demais para aquele horário. Sentaram-se próximos