202. A VIDA TEM QUE CONTINUAR
LILIAN:
Ele me aperta mais forte, divertido, enquanto me sussurra que isso virá mais cedo do que imagino. Afirma que o que ele ainda não me fez não significa nada; já conhece cada canto do meu lindo corpo. Sua língua e seus dedos andaram por aquela parte que você ainda guarda de mim.
—¡Ale, você está me fazendo passar vergonha! —Eu o empurro, mas ele não me solta.
—Eu gosto de você, Lili; gosto muito de quando você fica ruborizada assim pelo que eu digo. Vamos, linda, me diga, você gostou do que eu fiz? —pergunta, fazendo toda a cor subir ao meu rosto.
—Unjú —assinto, escondendo meu rosto em seu ombro. Estou morrendo de vergonha sem saber por quê.
Alessandro me afasta para olhar nos meus olhos. Ele se inclina e me beija; depois diz que não me entende. Há pouco tempo, estava o revisando sem nenhuma vergonha no banheiro, pedindo para ele me ensinar, e agora estou morrendo de vergonha.
—Vamos, você não precisa sentir isso entre nós —afirma sorridente—. Quero que continue sendo