CAPÍTULO 8

Fiquei um tempo parada em frente ao espelho, tentando reconhecer a mulher que havia me tornado. A depilação recém-feita me deixava com a buceta rosada. Era como se meu próprio reflexo tivesse virado um segredo exposto demais. Nunca me preocupei com isso. Quando depilava, deixava sempre um pouco de pelos, porque achava mais natural, mais confortável. Agora, estava completamente lisa, crua. Um campo aberto, sem defesa.

Me aproximei, olhando a pele delicada. Aquilo me chocou mais do que qualquer luxo no hotel.

“Ele gosta assim.” Essa frase martelava na minha mente como um eco cruel.

Me enrolei no roupão, como se tentasse esconder de mim mesma o que já estava à mostra. Sentei na cama e, ainda com os olhos fixos no chão, peguei o tablet deixado sobre a bandeja.

Solicitei o jantar e, pelo menos nisso, tive uma pequena alegria.

Vieram frutas frescas, salmão grelhado com ervas, purê trufado e uma taça de suco com limão e hortelã, tudo delicadamente montado. Como se cada detalhe gritasse: Voc
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