O salão estava impecável. O tipo de perfeição que beirava o insuportável.
Mármore branco. Lustres de cristal estrategicamente posicionados. Mesas redondas com arranjos florais que custavam mais do que o salário de alguns dos meus enfermeiros. Garçons flutuando com bandejas de champanhe francesa e petiscos em miniatura.
Tudo aquilo para quê?
Para oficializar o noivado da minha filha com um homem que eu mal conseguia olhar nos olhos.
Carlos Ricci.
Até pensar no nome dele me dava azia.
E ali estav