O dia começou com o som familiar de vozes no pátio. Quando abri a porta do contêiner, vi que já havia um grupo reunido perto do galpão. Deborah estava no meio deles, gesticulando com a prancheta em mãos.
June se aproximou com dois cafés, estendendo um pra mim.
— Você acordou tarde hoje — disse ela, mas o tom era mais de carinho do que de crítica.
— Ontem foi… muito — respondi, pensando na carta do Owen, na certeza de não voltar e em tudo que ficou depois daquilo.
— E hoje vai ser muito também —