O salão do trono não era um lugar de conforto, mas um monumento à opressão. Colunas de obsidiana erguiam-se como costelas de uma besta colossal em direção ao teto abobadado, onde estandartes de veludo carmesim, ostentando o lobo rampante, pendiam em um silêncio sepulcral. O ar ali era rarefeito, carregado com o cheiro de incenso antigo e o peso de séculos de soberania lupina. Sentada no trono de ossos polidos, a Rainha Isolde parecia esculpida no próprio gelo que recobria as montanhas do Norte.