O galpão nos fundos da oficina de Dante cheirava a óleo de motor, fumaça de cigarro e o odor acre e metálico de feras em repouso. Não havia cadeiras luxuosas ou luzes brilhantes; apenas caixotes de madeira, pneus empilhados e uma mesa de metal maciço no centro, onde a marca dos Lobos de Couro — um crânio lupino cruzado por dois guidões de moto — estava gravada com fogo. A luz de uma lâmpada solitária oscilava no teto, criando sombras que pareciam se mover por conta própria nas paredes de zinco.