A floresta ao redor da cabana de Helena Moore parecia ter uma consciência própria, uma rede de segredos tecida entre as raízes dos pinheiros e a neblina que nunca se dissipava totalmente. Naquela manhã, o silêncio era tão denso que Helena podia ouvir a própria pulsação, um ritmo descompassado que ecoava as palavras não ditas de Dante Blackwood. Ela saiu para a varanda com uma caneca de chá, observando a linha das árvores. Algo estava diferente.
Onde antes havia apenas o caos natural do sub-bosq