O escritório de Lorenzo Moretti, habitualmente um refúgio de lógica e ordem, parecia sufocante naquela manhã. O ar-condicionado trabalhava no máximo, mas não conseguia dissipar o calor da tensão que emanava dos documentos sobre a mesa de ébano. Marco havia entregado uma pasta vermelha — o sinal para informações de "risco crítico" — e, dentro dela, Lorenzo encontrara a fresta que ameaçava derrubar o edifício de confiança que ele, contra todos os seus instintos, começara a construir com Sofia.
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