O silêncio que se seguiu à saída de Sofia do escritório de Lorenzo não era o silêncio produtivo que ele tanto prezava; era uma ausência sônica, como se o oxigênio tivesse sido sugado do ambiente, deixando apenas um vácuo estéril. Lorenzo permaneceu imóvel atrás de sua mesa de ébano, as mãos fechadas em punhos tão apertados que os nós dos dedos empalideceram. Ele ouvira cada palavra dela como se fosse um veredito, mas o orgulho — aquele mestre cruel que o governara por trinta e cinco anos — recu