O som do silêncio na suíte presidencial do hotel era interrompido apenas pelo borbulhar suave de uma garrafa de água mineral sendo aberta. Claire Thorne estava de pé na varanda, observando o Rio de Janeiro começar a acender suas luzes como diamantes espalhados sobre veludo negro. Ela não sentia a euforia que imaginara dez anos atrás; sentia apenas a precisão cirúrgica de um trabalho bem feito.
Um batida hesitante na porta fez Arthur, que lia alguns relatórios no sofá, erguer o olhar. Ele olhou