Rocco Mancini
O asfalto das docas de Civitavecchia estava úmido, exalando aquele cheiro acre de água salgada e óleo diesel que sempre pareceu o perfume oficial da traição. O vento soprava frio, mas o calor dentro do SUV blindado vinha do silêncio carregado entre mim e Matteo. Eu observava o brilho das luzes distantes do porto, mas minha mente estava em uma reunião secreta ocorrida há menos de vinte e quatro horas, em um porão cujas paredes não tinham ouvidos.
Para o mundo, eu estava indo para