Rocco Mancini
O cheiro de ferro, óleo queimado e suor rançoso finalmente começava a dissipar-se, ou talvez eu é que estivesse finalmente anestesiado por ele. Diante de mim, Marco deu o último suspiro. Foi um som curto, um engasgo seco que interrompeu o silêncio pesado daquela câmara de horrores. Os olhos dele, que outrora brilhavam com a arrogância de quem se julgava o novo rei da Itália, agora eram apenas duas esferas vítreas, fixas no vazio, refletindo a lâmpada amarela que balançava no teto