Bella Vitorino
O quarto na Costa Amalfitana estava mergulhado em um silêncio que, pela primeira vez na minha vida, não me assustava. O som do mar batendo nas rochas lá embaixo era o único metrônomo para o meu coração, que batia descompassado, mas não de pavor.
O cheiro de jasmim e maresia preenchia o quarto. Matteo já havia retirado o paletó e a gravata, mas não se aproximou imediatamente. Ele conhecia os meus fantasmas melhor do que ninguém; ele os tinha combatido ao me lado, um por um.
— Voc