Ela observou como ainda caía um pouco de água das mangas do casaco dele. Olhou para ele um pouco mais e percebeu que tinha diante de si um homem atormentado: sair com aquela chuva, ficar encharcado daquele jeito, tudo para obrigá-la a receber um pagamento. Sim, definitivamente, ele estava muito abalado.
Seus ombros baixaram um pouco, como se estivesse resignada. Certamente, o encontro com Elena o havia perturbado a tal ponto.
— Tire o casaco, vou buscar uma toalha — disse Anna.
Owen assentiu, mas demorou alguns segundos antes de deixá-lo no encosto de uma cadeira. Embora o minúsculo apartamento não se parecesse com nenhum lugar onde ele já tivesse estado antes, ele não se sentiu desconfortável ou deslocado. O aroma doce impregnado em cada canto transmitia-lhe uma sensação de tranquilidade.
Anna voltou com uma toalha grande na mão e a ofereceu a ele.
— Obrigado — murmurou ele.
Sem dizer nada, ela foi até a cozinha e colocou água para ferver. Parada em frente ao fogão, ela teve uma leve