Anna suspirou diante da porta do seu apartamento. Não estava apenas fisicamente cansada, mas também emocionalmente exausta. Foi direto sentar-se na pequena poltrona e se deixou cair sobre ela. Era assim que ele a via de verdade? Como uma transação? A expressão de Owen, de confusão e desespero quando ela recusou o dinheiro, doeu mais do que tudo o que havia acontecido.
A decepção a invadiu; no fundo, ela esperava ser algo mais do que isso para ele. E voltou a se repreender por ser tão infantil, por sequer imaginar que um homem como ele a olharia de outra forma. Da forma como olhava Elena. Que ridícula! Às vezes costumava se sentir invisível para os outros, mas naquela noite tinha praticamente desaparecido.
Cobriu o rosto com as mãos e deixou escapar uma espécie de gemido vencido. Owen realmente lhe agradava. E não era apenas por aquela tentativa de consolo que ele lhe dera, pela consideração ou pelo beijo. Ela mal tinha interagido com ele o suficiente para conhecê-lo. Sabia apenas algu