Pressionou o acelerador e saiu disparado pela porta daquele prédio. Suava pelo corpo, a cabeça estava prestes a explodir, e sua boca ainda guardava o sabor da dela. O que ele tinha feito? Praguejou em voz alta várias vezes, até chegar ao cruzamento com a avenida. Estava furioso consigo mesmo, com aquela besta incontrolável que o dominava e o levava a cometer estupidezes.
Só por lhe dar um pouco de consolo ao vê-la tão infeliz, chorando e angustiada, ele tinha deixado cair suas defesas. Será que realmente se sentia atraído por aquela moça? Ridículo! Como poderia sentir algo desse tipo por uma jovem? Estava ficando louco? Tudo era culpa de Elena, de seu retorno. Ela o deixava tão alterado, o mortificava e lhe lembrava de sua própria fraqueza. Por isso fez o que fez, por isso a beijou.
Ele não queria reconhecer o que realmente o puxava na direção de Anna.
Chegou em casa totalmente descontrolado. Tirou o paletó e o jogou sobre qualquer cadeira, caminhou em círculos pelo quarto antes de de