As noites que se seguiram àquele beijo passaram sem que ele voltasse a ficar até tarde. Não queria vê-la de novo, não sabia como reagiria nem o que diria a ela. Pedir desculpas? Ficar irritado? Por quê? Se ele apenas havia se inclinado sobre ela, desejoso daquela boca. Sim, a atitude de Anna lhe indicara que ela também esperava algo; mas isso não justificava nada. Owen era um homem maduro, experiente, e Anna mal era uma moça.
E ele não conseguia tirá-la da cabeça! A imagem de Anna o atormentava mais do que o processo de Elena. Os advogados falavam, mas suas palavras se perdiam num eco distante. Owen olhava a papelada à sua frente, mas só via a imagem de Anna, seu sorriso, o calor da pele dela. O conflito legal com Elena empalidecia diante do caos que Anna provocara em sua mente.
O escritório de Elena não poupava recursos para pressioná-lo, tentando espremer cada brecha legal, mas ele confiava que seus próprios advogados conseguiriam lidar com a situação. Afinal, Owen Walker era um hom