Bastou dar alguns passos para longe do prédio para encontrar o mesmo carro preto estacionado na esquina.
Owen não conseguiu ficar tranquilo; não podia deixá-la voltar sozinha. Então foi até o estacionamento e esperou dentro do carro até que chegasse a hora de ela terminar o turno.
Quando ela se aproximou o suficiente, ele desceu.
—Vou te levar —disse, direto.
Ela ia recusar, mas ainda sentia ecos daquela segurança grudados nela. Assentiu, e ele abriu a porta.
O que o impulsionava? Preocupação, gentileza? Ele não sabia ao certo, não pensava muito; apenas sentia. E da mesma forma que ela o preocupava, também o deixava inquieto. Seu monstro interior estava adorando aquilo, mas ele não conseguia se concentrar o suficiente para contê-lo.
Anna tinha um nó de nervos no estômago. Por que ele a fazia sentir assim? Ele foi atencioso, se comoveu com sua dor e se ofereceu para ouvi-la. Aqueles olhos cinzentos tinham falado com ela, garantindo que lhe daria alguns momentos de refúgio. Não era só o