O quarto ficou em silêncio após a saída de Sofia. Isadora encostou a porta devagar e apoiou a testa contra a madeira. Inspirou fundo. O cheiro do perfume da amiga ainda pairava no ar — uma lembrança doce de tempos mais simples.
Mas o passado não era mais um lugar confortável.
Ela caminhou até a varanda do hotel, observando os carros deslizarem pelas avenidas. Havia algo no horizonte cinza de São Paulo que a sufocava e, ao mesmo tempo, fazia seu coração bater mais forte. Estava em casa, mas não