O salão do restaurante exalava sofisticação. Luzes âmbar dançavam nas taças de cristal, arranjos florais discretos perfumavam o ar, e os garçons se moviam como sombras coreografadas. Isadora chegou alguns minutos antes do horário — um feito raro. Mas naquela noite, ela também não era a de sempre.
Vestia um longo preto de alças finas, costas nuas e fenda precisa. O coque baixo revelava a nuca e sustentava o ar de elegância contida. Por fora, firmeza. Por dentro, uma tempestade. Ela não era daque