Meu corpo inteiro ficou tenso. Fiquei ali, imóvel, encarando George.
O pai dele era motorista. Se o problema foi nos freios, então a responsabilidade recaía sobre ele.
Por um instante, nenhum de nós disse nada. Ficamos apenas nos olhando, em silêncio.
Depois de alguns segundos, George moveu a mão que estava sobre meu ombro e disse, com a voz firme:
— Meu pai era o motorista. Se o problema foi nos freios, seja por falha humana ou por defeito no carro, a responsabilidade também era dele.