RUBY PORTMAN
Eu acreditava que o meu estoque de desejo havia se esgotado por completo.
Duas semanas inteiras de lua de mel, duas semanas de pele contra pele, de noites em claro e manhãs preguiçosas, de toques tão constantes que parecia impossível que ainda houvesse algo dentro de mim que respondesse ao simples levantar de sobrancelha de Harry. E, no entanto, bastava o homem respirar perto de mim, o ombro roçar no meu, ou a sua mão, displicente, repousar na curva da minha cintura, que o fogo reacendia com violência.
Era insuportável, delicioso e, acima de tudo, exaustivo.
Mas o paraíso havia, infelizmente, terminado e eu estava no quarto cercada de malas novas, malas que eu não comprara, obviamente.
A suíte mais parecia um desfile de couro, fechos dourados e etiquetas de marcas que eu conhecia bem demais, mas que nunca teria ousado escolher sozinha de tão caro que era. Eu já havia preenchido a maior parte com as roupas, bolsas e sapatos que ele comprara ao longo da viagem quando fomos