Ruby despertou com os cílios ainda colados pelo sono, o rosto afundado nos lençóis finos caros que guardavam o perfume dele, uma mistura de couro, almíscar e algo mais primitivo que a fazia arfar mesmo imóvel.
A luz cinzenta da madrugada filtrava-se pelas frestas das cortinas grossas, tingindo o quarto com a paleta pálida, entretanto não se moveu de imediato. Ficou ali, deitada de lado, os dedos apertando devagar o tecido enrugado sob o seu corpo nu, enquanto o coração batia num ritmo tranquilo.