O Escritório 214 parecia consideravelmente maior quando vazio. Ciarán percebeu isso logo ao abrir a porta naquela manhã. Durante meses, aquele espaço fora preenchido por estantes abarrotadas de livros, pilhas de artigos acadêmicos, canecas esquecidas sobre a mesa e folhas cobertas por anotações pressadas, redigidas entre uma aula e outra. Agora, metade das prateleiras exibia apenas o vácuo, e as caixas de papelão empilhadas contra a parede conferiam ao ambiente um inevitável ar de despedida. Er