Victor dirigia pelas ruas de Londres como quem percorre um labirinto escuro dentro de si mesmo. A cidade seguia viva lá fora — buzinas esparsas, luzes refletidas nos vidros dos prédios, pessoas apressadas cruzando esquinas. Mas para ele, tudo parecia em silêncio. Um silêncio incômodo, carregado.
Ele não queria deixá-la. Detestava ter que deixá-la.
Alicia dissera com aquela voz delicada que precisava ir para casa. Com aquele jeitinho doce, tão educado... mas ainda assim, recusando-se a passar a