A luz do fim da manhã entrava tímida pelas frestas das cortinas, desenhando linhas douradas sobre os lençóis amassados. Alicia despertou devagar, com a cabeça ainda leve e o corpo fragilmente cansado, mas, pela primeira vez em dias, havia serenidade em sua respiração. O aroma do chá de gengibre que Victor havia deixado na mesinha de cabeceira ainda pairava no ar, já frio, quase afetuoso.
Victor já havia saído. Deixara um bilhete sobre a escrivaninha do quarto, escrito à mão, com a caligrafia fi