O uivo cortante que ecoou pelas montanhas Adirondack gelou o sangue de Sophia. O grito humano que o seguiu, captado pelo rádio, era inconfundível — Clara, sua amiga de infância, estava em perigo. Sophia segurava o celular com força, a mensagem de Clara ainda queimando em sua mente: “Alguém invadiu meu apartamento perguntando por você. Eles sabem da marca!” A culpa a esmagava, como se garras invisíveis apertassem seu peito. Clara, com sua insistência em cafés semanais e mensagens preocupadas, não merecia ser arrastada para o caos sobrenatural que Sophia enfrentava. Por minha causa, pensou, o peso da responsabilidade misturando-se ao medo. Ethan estava ao seu lado, os olhos âmbar faiscando com urgência, a mão pairando perto do ombro dela, mas sem tocar — um gesto que reconhecia sua necessidade de espaço, mas ainda carregava a tensão entre eles. Ele é um risco, mas preciso dele agora, julgou Sophia, lutando contra o desejo que ainda pulsava, mesmo em meio ao perigo.
Lena, já com a esping