A neve caía em flocos grossos enquanto o grupo avançava pelas montanhas Adirondack, o vento cortante carregando o eco distante dos uivos de Vargr. Sophia segurava o braço de Clara, ajudando-a a caminhar, o coração ainda acelerado pelo resgate na cabana.
Clara estava pálida, os olhos vermelhos de tanto chorar, mas viva. “Eles me perguntaram sobre você o tempo todo,” sussurrou ela, a voz trêmula. “Disseram que você tem uma marca que pode mudar tudo.
Eu não entendi nada, Soph, mas fiquei com tanto medo…” Sophia apertou a mão da amiga, a culpa como uma faca no peito. “Eu trouxe isso para a vida dela”, pensou, o peso da responsabilidade quase insuportável.
Clara era a única pessoa que ainda a lembrava de uma vida normal, de cafés e conversas leves, e agora estava marcada pelo mesmo perigo que perseguia Sophia desde a infância.
Ethan caminhava à frente, os sentidos lupinos alertas, o corpo tenso sob o casaco escuro.
Ele virava de vez em quando para olhar Sophia, os olhos âmbar carregados de