Depois de terminarem o café e se acomodarem na sala, Nat, que sempre tinha algo a dizer, cruzou as pernas no sofá e encarou Rosa como uma juíza pronta para o veredicto.
— Ok, Rosa, agora que estamos a sós... — começou Nat, apontando uma colher para a amiga. — Vamos falar sério.
— Sério sobre o quê? — Rosa tentou desconversar, mas seu tom nervoso entregava tudo.
— Sobre o Ricardo Trajano! — Nat enfatizou, como se fosse óbvio. — Você precisa me contar tudo.
— Já contei o suficiente. Não tem mais