A noite estava silenciosa quando Arthur abriu a porta do carro para Lívia. Ela hesitou por um segundo antes de entrar, sentindo aquele gesto como mais do que simples cavalheirismo.
— Obrigada — disse, acomodando-se no banco.
Ele deu a volta, sentou-se ao volante e ligou o motor. O som suave da música ambiente preencheu o espaço, mas não o suficiente para disfarçar o clima que havia ficado na cozinha.
— Gostou do jantar? — Arthur perguntou, lançando-lhe um olhar rápido antes de arrancar.