Daniel
O tédio é um veneno. Um veneno que corrói, que me deixa inquieto, com os nervos pulsando e a necessidade de aliviar a tensão. E eu já sei exatamente como. Pego o celular e deslizo os dedos até o nome que me interessa. Maia.
— Onde você está? — digito direto ao ponto.
A resposta vem quase instantânea:
— Em casa. Entediada.
Sorrio. Isso facilita as coisas.
— Estava pensando em nós. Naquele dia, depois da aula... Você sabe. Preciso matar a saudade.
Ela demora alguns segundos para responder,