Desci as escadas em silêncio, sentindo o calor ainda recente do corpo de Enzo nos meus. Ele dormia profundamente, a respiração ritmada e pesada, os curativos limpos — novamente — depois da loucura que foi nossa noite.
Caminhei até a cozinha com os pés descalços, o piso frio contrastando com o calor que ainda me percorria por dentro. Usava apenas uma camisola de cetim clara, curta demais para esse tipo de convivência, mas não me importei. Na verdade, nem pensei nisso. Minha cabeça ainda estava