Entrei no quarto sem bater. Nunca precisei.
Luca estava sentado na poltrona de couro perto da janela, o blazer jogado no encosto e a camisa social aberta até o meio do peito. O olhar perdido no jardim escuro do lado de fora. Um copo de uísque nas mãos, quase vazio.
Ele não virou quando ouviu a porta.
— Já sei — disse com voz baixa — O interrogatório terminou?
— Terminou. Foi o que o Marco me disse.
Fiquei de pé, a poucos metros dele. Minhas mãos ainda tremiam. Não de medo. De fúria.