Eu não dormi naquela noite.
Depois que Enzo saiu pela porta, com os olhos carregando tudo o que eu nunca tive coragem de dizer, a casa pareceu encolher. Ficou pequena demais para os meus pensamentos. Eu me encolhi também, no sofá, com um cobertor sobre os joelhos e a xícara de chá já fria entre os dedos.
O silêncio dele ainda ecoava aqui dentro. Não era só ausência. Era um tipo de vazio que sufoca.
Enzo me olhava como se enxergasse tudo o que eu tentava esconder. E isso sempre me deu me