Ponto de vista: Enzo
O sedã preto dobrou uma esquina com pressa disfarçada, mas eu não era iniciante. Sabia ler um carro como um atirador lê o fôlego antes do disparo.
Estavam tentando me despistar.
A moto ronronava debaixo de mim como uma pantera prestes a cravar os dentes. Mantive distância, dois carros entre nós, os olhos nas placas sujas, nas setas não usadas, nas hesitações nos cruzamentos.
Era gente treinada.
Mas não como eu.
Liguei o comunicador interno, disfarçado sob o capacete.
— Chef