A cidade dormia sob um manto de néon e silêncio, mas Valentina D’Ávila não. O endereço enviado no e-mail anônimo a levou a um antigo edifício comercial, afastado da zona nobre. O tipo de lugar onde segredos se escondem melhor do que em cofres.
Ela entrou com passos firmes, os saltos ecoando pelo corredor vazio. O número 207 estava levemente entreaberto.
Valentina empurrou a porta com cuidado.
— Alguém aí? — sua voz soou firme, mas o coração acelerava.
— Que bom que veio, Valentina. — disse uma