Mundo de ficçãoIniciar sessãoO quarto branco do hospital não tinha cheiro de flores nem de esperança. O ar parecia estagnado, impregnado de desinfetante e de um silêncio pesado, denso — como se até as paredes esperassem que algo explodisse a qualquer momento.
Ana dormia sob o efeito dos analgésicos, com a cabeça virada levemente para o lado, os cachos amassados sobre o travesseiro e uma expressão de dor contida entre as sobrancelhas. O corpo parecia pequeno demais naquela cama larga, coberta por lenç






