A ala dos idosos estava silenciosa naquela noite, exceto pelo barulho ocasional de um relógio marcando o tempo lento dos dias ali dentro. A luz das lâmpadas amarelas pendia sobre os corredores, lançando sombras longas e tênues nas paredes descascadas. Eu me movia com passos cuidadosos, tentando não acordar ninguém, mas também sem pressa — precisava daquele momento de solitude para juntar as peças que minha mente teimava em esconder.
Virei a esquina do corredor e meus olhos foram atraídos por al