Sentia minhas mãos geladas. Não era apenas o frio da noite — era o medo. Meu coração batia acelerado. Em alguns minutos chegaria a hora da entrega, e o resgate seria feito.
—Já está —falei baixinho—. O pesadelo vai acabar, minha menina. Em breve estaremos em casa.
Olhei para o relógio na minha pulseira. A hora combinada já tinha chegado.
Peguei uma moletom preta e a vesti. Era a peça com a qual os sequestradores me identificariam. Depois peguei a pasta onde estava o dinheiro. Segurei-a por um i