Ares abriu os olhos.
Lentamente.
Como se renascesse de um sono milenar.
O primeiro som que ouviu foi o choro contido de Clarice. A primeira imagem foi o céu... e logo em seguida, o rosto dela — borrado pelas lágrimas, iluminado pela luz dourada que ainda flutuava em volta deles.
Ele ergueu a mão com esforço.
E tocou o rosto dela com a ponta dos dedos, como quem toca algo sagrado.
— Eu ouvi tudo, meu amor... — murmurou com a voz rouca, mas firme. — E aceito você, Clarice Winsper, como minha comp