O silêncio era um abismo.
Clarice continuava ajoelhada, com o corpo de Ares em seus braços, os dedos cravados nos cabelos dele, o rosto molhado pelas lágrimas que não cessavam.
— Ares... — sussurrou contra os lábios dele, quase sem voz. — Não vá... por favor...
Inclinou-se e beijou-o com uma ternura desesperada. Um beijo que pedia retorno, que implorava por vida. Os lábios dele já estavam frios. Mas ela o beijou mesmo assim, como se pudesse soprar vida de volta em seu peito.
As lágrimas escorri