415. O pedido
Gabrielle Goldman
Lancei os braços ao seu redor e o abracei com força, com desespero. Não queria soltá-lo. Não queria lhe dar a chance de ir embora. Uma hora ou outra, todos foram. Todos sempre iam. E eu não tinha certeza se sobreviveria a mais uma partida.
— Não vamos transformar isso numa competição de culpa, por favor — disse ele, apertando-me contra o próprio corpo — até porque, se fosse uma competição… eu venceria, com certeza.
A tentativa de fazer piada com a nossa própria desgraça foi péssima, deslocada, quase patética. Ainda assim, não consegui impedir que um sorriso morno, pequeno, surgisse no canto dos meus lábios. Era pouco, quase nada, mas ainda assim era alguma coisa. Eu vi em seus olhos que ele estava tão quebrado quanto eu. E, mesmo assim, lá estava ele, tentando me manter inteira quando nem eu mesma fazia mais esforço algum.
— Eu não queria tocar no assunto, mas acho que vai ser inevitável… já que ele foi nosso padrinho de casamento… — começou, cau