414. Ele não me culpava
Gabrielle Goldman
Eu já havia visto tantas versões dele. Já o provoquei, já o pressionei, já o encurralei para arrancar reações, para fazê-lo revelar todas as suas faces. Mas nunca — jamais — sequer vislumbrei o que encontrei naquele momento. O que havia em seus olhos ia muito além do medo. Era terror. Um terror absoluto, paralisante. E eu não sabia dizer se ele tinha medo de mim ou por minha causa. De qualquer forma, eu era a origem daquele sofrimento, e isso não era algo que pudesse ser