LIZZY...
A noite cai devagar, como um véu cinzento cobrindo tudo o que sobrou de mim. Meu apartamento está mergulhado em silêncio, apenas quebrado por soluços esporádicos que tento esconder até de mim mesma. As luzes estão apagadas. Não porque esqueci, mas porque não suporto ver o reflexo de nada, nem o meu.
Estou sentada no chão, encostada na parede da sala, os olhos inchados, a garganta em carne viva. A aliança que arranquei do dedo ainda está jogada no tapete, como se me observasse. Como