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ORGULHO E A SOBREVIVÊNCIA

Não entendo nada do que falam ali, por isso nem mesmo me atrevo a olhar para eles. Estou de cabeça baixa quando uma voz chama minha atenção.

— Não podem se reunir sem minha presença! O que foi, Mark? Está querendo me passar a perna?

— Victor! Que bom que resolveu se juntar a nós. Estou planejando um jeito de sumir com você, mas ninguém tem coragem, são todos covardes! — Mark responde, fazendo Thomas e Richard darem gargalhadas.

Levanto os olhos e lá está ele: o imbecil arrogante e idiota do hospital. É Victor Hugo Collins, dono da Collins Enterprise.

— Essa é a Lizzy… Lizzy? — Mark fala me procurando, mas finjo deixar o guardanapo cair no chão e saio me rastejando entre as mesas.

Já estou na porta de entrada quando eles percebem.

— Por que ela está fugindo? LIZZY… Volte aqui, garota!

Mark sai apressado atrás de mim, e para minha surpresa, Victor também.

— Eu preciso ir… ele não pode me ver, ou serei demitida antes mesmo de começar a trabalhar!

Mark fica confuso, segurando meu braço, até que Victor aparece.

— Você? O que essa garota petulante faz aqui? Mark, por que essa mulher estava na mesa com os diretores? Não… não vai me dizer que vocês estão contratando esse tipo para… Que isso, cara, existem acompanhantes muito mais lindas e bem vestidas! Está sem grana para contratar uma mulher melhor?

Nunca me senti tão humilhada. Me sinto um completo lixo diante de todos ali.

— Não! Está completamente enganado… a Lizzy é uma mulher de princípios e caráter, eu a contratei para trabalhar conosco. Ela vai fazer parte da equipe de serviços gerais.

Mark segura meu braço tentando me confortar, mas é impossível. A presença intimidadora de Victor Hugo me faz ficar muda.

— Ela não irá trabalhar para mim! Essa garota é uma qualquer que fala absurdos. O nome da minha empresa será arruinado com essa morta de fome estando lá! — diz Victor.

Mark o olha surpreso e em seguida fala:

— Qual é o seu problema, cara?!

Victor me olha com desprezo e volta para o restaurante.

— Tudo bem, Mark, é melhor eu ir embora.

A passos largos, deixo Mark para trás e sigo de volta ao hospital. É o único lugar onde posso ficar. Meu coração parece prestes a me abandonar. Meu estômago revira de enjoo. O perfume forte daquele homem parece entranhado no meu cérebro, no meu corpo. Algo muito estranho acontece comigo.

— Qual é o seu problema, irmão? Você maltrata uma menina que está precisando de ajuda. — Mark questiona Victor ao voltar para o restaurante.

— Ela é confusão! Esbarrei nela quando fui buscar o resultado dos meus exames no hospital. Ela fez um escândalo por nada! Você e sua mania de fazer caridade... não me envolva nisso!

Após uma breve conversa, Thomas e Richard se despedem, deixando Victor e Mark a sós.

— Aquela garota precisa de ajuda… você foi um imbecil com ela! A mãe está no hospital, ela não tem dinheiro nem para se alimentar, cara! A Sofia a indicou, ela vai sim trabalhar na empresa. Você a espantou daqui, deve estar agora no hospital e com fome. Ela nem sequer tocou na comida! — Mark fala, repreendendo Victor.

— Para de falar dessa menina… ela me irrita tanto, não tem ideia!

— Acabou de conhecê-la, qual o seu problema com ela? Há! Não vai me dizer que ficou impressionado com a beleza dela? Porque isso ela tem de sobra… principalmente o olhar, é como se estivesse vendo a sua alma.

— Não me desafie, Mark, posso sumir com vocês dois! Quer fazer sexo com ela? Leve-a para o seu apartamento e pague um salário para ela. Você terá sexo, e ainda vai ter alguém para passar os seus ternos… estão todos amassados... — Victor fala com arrogância, saindo da mesa. — Se ela vai trabalhar lá, ela será sua responsabilidade e não deixe que cruze o meu caminho… ela só limpa minha sala quando eu não estiver, ok?

Mark respira fundo, concordando com Victor. É o único jeito de me manter com o cargo na empresa.

No hospital, as horas demoram a passar. Estou inquieta, irritada pela humilhação que aquele homem me faz passar. Todas as vezes que fecho os olhos, vejo sua imagem na minha frente.

Alto, com os ombros largos e muito charmoso. Ele é sim um espetáculo, mas o que tem de bonito tem de estúpido e arrogante.

Quase ao anoitecer, Sofia aparece no hospital oferecendo seu apartamento para que eu possa passar a noite.

— Não precisa, amiga, vou ficar por aqui. Assim que liberarem ela, estarei por perto.

— Lizzy, você está exausta… não pode de jeito nenhum ficar aqui! Você nem sabe quando eles vão liberá-la. — Sofia fala muito preocupada. — Então vá para esse local. A empresa paga nosso aluguel aqui… seu prédio fica numa excelente localização… aqui está o endereço. Está no contrato que você assinou com eles.

— Tudo bem. Amanhã estarei lá no primeiro horário. Assim podem me explicar como fazer meu trabalho. Obrigada, mas você mora com outras pessoas, não sei se iria me acostumar!

— São meus amigos e, diferente do que pensam, eu não tenho nada com eles! Sei que as pessoas falam absurdos de mim, mas não é verdade… os dois são um casal, amiga, como eu poderia ter algo com eles? — Sofia diz, rindo.

Sofia acaricia meu braço e se afasta. Me sinto uma completa idiota com minha desconfiança, ela só quer me ajudar.

Minha vida está uma completa bagunça, estou me sentindo perdida sem proteção, pois meu porto seguro está totalmente incapacitado dentro de uma UTI. Saio do hospital com o endereço em mãos e caminho perdida entre os enormes prédios da grande cidade.

Meu coração quer voltar para casa, mas a vida me leva cada vez para mais longe da Villa.

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