O gabinete de Alessandro Fiorramont cheirava a fumo e desespero contido. Sobre a mesa de vidro, relatórios de inteligência mostravam o "apagão" técnico ocorrido no setor de cargas de Guarulhos na noite anterior. Oficialmente, uma falha de gás. Extraoficialmente, um vácuo de trinta minutos onde o radar parecia ter ignorado a existência de um rastro.
— Ninguém viu nada? — A voz de Alessandro era um chiado perigoso. — Um aeroporto internacional, vigiado por satél